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A HISTÓRIA DA DANÇA DO VENTRE: UM BREVE RELATO

  • Foto do escritor: jadeakina
    jadeakina
  • 20 de jul. de 2018
  • 3 min de leitura

"The Ghawazee Of Cairo" by David Roberts

A arte da dança do ventre é quase tão antiga quanto a história da humanidade; atravessou diferentes povos e civilizações, sobrevivendo às guerras e aos preconceitos (BENCARDINI, 2009). Por isso é muito difícil dizer com precisão qual foi a sua origem. (BÉRGAMO, 2003).


Há indícios de ocorrências de danças com movimentos relacionados à dança do ventre na África, Grécia Antiga, Egito e no Líbano, sendo praticada em ritos de passagem da puberdade para a vida adulta, festivais de adoração às Deusas, rituais de agradecimento entre outros (CENCI, 2001). Além disso, sabe-se que a dança do ventre costumava ser passada de mães para filhas e que possuía caráter sagrado, uma vez que integrava rituais femininos de culto às deusas da fertilidade, tais como a Deusa Ísis (LA REGINA, 1998).


Etimologicamente, o termo dança do ventre é a tradução do inglês americano belly dance, mas também é conhecida do árabe racks el sharqi, literalmente, dança do leste (BARBOSA, 2011). Mohamed (1995) denomina esta dança como “dança mágica” devido ao profundo sentimento de comunicação interior que ela viabiliza.


Como características principais na dança do ventre, podemos citar os movimentos ondulatórios realizados com diversas partes do corpo, bem como movimentos que exigem precisão, fazendo com que o indivíduo que a pratica tenha ou desenvolva uma boa propriocepção corporal e coordenação motora (BENCARDINI, 2009).


Segundo Martins (2005), a Dança do Ventre apresenta uma subdivisão de três estilos: o clássico, que é a Dança do Ventre tradicional, a qual funde diversos estilos da região do oriente médio; o folclórico, que se baseia no folclore regional dos países árabes e o moderno, que costuma mesclar os traços do ocidente com o oriente.


Um estudo realizado sobre a contribuição da dança do ventre para a educação corporal, saúde física e mental de mulheres que frequentam uma academia de ginástica e dança, refere que a dança ajudou a estimular a criatividade, a feminilidade, diminuir a timidez, as tensões pré-menstruais, aumentar a autoestima, facilitar o processo digestivo, melhora na sensualidade, na sexualidade e mais disposição para as atividades diárias. (SILVA; LEME, 2012)


Nas décadas de 70 e 80 o cinema, agora não mais preto e branco, também foi um grande divulgador da dança do ventre (...). A partir destas décadas, vários países começam a desenvolver o ensino desta dança e a disseminar a prática como arte ou como uma atividade física. (BERGAMO, 2003)


Tais fatores estão relacionados com a disseminação da modalidade da dança do ventre (LIMA; ROBLE, 2013), que se observa ao longo do tempo, aumentando o interesse das pessoas por essa arte.


Referências bibliográficas:


BARBOSA, S. L. C. História da dança do ventre – o ventre e o corpo no tempo. São Paulo: Clube de Autores, 2011.

BENCARDINI, P. Dança do ventre – ciência e arte. São Paulo: Baraúna, 2009.

BERGAMO, E. Dança do ventre da FEF: conhecimentos envolvidos e desenvolvidos nesta atividade de extensão. 73 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Educação Física) – Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2003.

CENCI, C. A dança da libertação. São Paulo: Vitória Régia, 2001.

LA REGINA, G. Dança do ventre: uma arte milenar. São Paulo: Moderna, 1998.

LIMA, K.; ROBLE, O. Dança do ventre: evoluções e proposições de uma década. Pensar a Prática. v. 16, n. 4, p. 1031-1046, 2013.

MARTINS, L.F.A. Ventre que encanta. São Paulo: Nijme. 2005.

MOHAMED, S. La danza magica del vientre. Madrid: Mandala Edicioncs, 1995.

SILVIA, A.; LEME, A. Fortalecimento do assoalho pélvico através da dança do ventre. Nova Fisio Revista Digital. Ano 15, n. 86, 2012.

 
 
 

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